Número total de visualizações de páginas

05 maio 2026

Historias de Lisboa - A ESCAVAçÃO NO ANTIGO CONVENTO DE SÃO DOMINGOS

"Começámos a escavar e, de repente, tínhamos 2846 esqueletos no convento de São Domingos. É a maior necrópole do género no mundo"

O quarteirão entre as traseiras do Rossio, a Praça da Figueira e o Martim Moniz atravessou oito séculos de história, desde a fundação do convento dos dominicanos, em meados do século XIII. Por aqui passaram muitos dos acontecimentos que moldaram a história da capital, como a assembleia que tentou convencer o Mestre de Avis a tomar a defesa de Lisboa contra o cerco castelhano, em plena crise de 1383-85. Na Páscoa de 1506, aqui teve início o massacre de judeus e cristãos-novos que levaria à chacina de 2 mil pessoas por toda a cidade.

Era daqui que saíam os condenados à fogueira pela inquisição, para os temíveis autos de fé no Rossio ou no Terreiro do Paço. Casaram-se e batizaram-se reis, inclusive aquele que viria a ser vítima de regicídio, D. Carlos I, o princípio do fim da monarquia. Já bem dentro do século XX, o local tornou-se conhecido por alojar os célebres armazéns do Braz & Braz, a loja de artigos para o lar, em plena Baixa Pombalina.

No meio de tanta agitação, São Domingos guardava, porém, um segredo, revelado durante a pandemia de covid 19. Nas obras destinadas a transformar o convento em mais um hotel, os arqueólogos depararam-se com um número avassalador de restos humanos no subsolo do antigo claustro. No final da escavação, foram desenterrados quase 3 mil esqueletos, a esmagadora maioria dos quais bebés prematuros ou crianças com menos de 3 anos de idade.

MiguelFrancoDeAndrade
SicNoticias

03 maio 2026

Musica Brasil - ROBERTO CARLOS - HOJE é DOMINGO

"Hoje é domingo"

Portugal singular - CAMINHA (NORD)


À 25 km de Viana do Castelo, Caminha se trouve sur un site remarquable à l’embouchure du rio Minho, frontalier entre le Portugal et l’Espagne, et sous la silhouette presque conique d’une montagne verte culminant en Galice espagnole. Sur le rivage, une longue plage de sable blanc ourlée d’une belle pinède, et, dans l’arrière-pays, une campagne vallonnée complètent le tableau.

La situation géographique exceptionnelle à la frontière explique la présence de fortifications à la Vauban du 17e s. Caminha a gardé sa personnalité et son patrimoine urbain, avec sa place de la mairie bordée de vieilles maisons en granit, ses terrasses de café et une élégante fontaine sur fond de nobles édifices Renaissance. On vous conseille chaudement d’y faire une halte !

Routard

01 maio 2026

Madère - L'Ile aux trésors - MIRADOR DE JUNCAL

    Lever de soleil et mer de nuages depuis le mirador de Juncal.

    Franck Charton pour «Le Figaro Magazine»

Historias de Lisboa - DESCOBERTA DO MAIOR HOSPITAL DE LISBOA DO SECULO XV - 2/2 -


Como nos conta o historiador e arqueólogo, Carlos Boavida, que trabalha no Gabinete do Património Cultural dos hospitais centrais de Lisboa, este é o tempo do “Banco das Águas”, das diversas enfermarias (masculina, feminina, dos alienados, etc.) em alas dispostas em formato de cruz. Debaixo do quarteirão que atualmente divide duas grandes praças da cidade, surgia um colosso que foi ocupando toda a área que agora conhecemos como Praça da Figueira com porta para o Rossio. Resistiu a incêndios e ao terramoto de 1755, mas não à expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, o que viria a determinar a sua transferência (cenográfica) para a nova casa: uma procissão de doentes em macas e material médico-cirúrgico em carroças para o Hospital de São José que ainda hoje, mais de 250 anos depois, serve o centro de Lisboa, mas por pouco tempo. Um novo hospital, batizado de Todos os Santos, está a surgir na zona oriental da cidade.

MiguelFrancoDeAndrade
SicNoticias

29 abril 2026

Historias de Lisboa - DESCOBERTA DO MAIOR HOSPITAL DE LISBOA DO SECULO XV - 1/2 -


As obras para uma cave num restaurante, em 1953, puseram a descoberto uma escadaria monumental, mas foi a construção da estação de Metro do Rossio que viria a revelar, uns anos mais tarde, o que restava do maior hospital de Lisboa.

Estamos no final dos anos 50 e o Metro de Lisboa está a efetuar a sua primeira grande expansão. A linha em Y, que terminava nos Restauradores, iria chegar, nos próximos anos, à estação dos Anjos, passando necessariamente pelo Rossio e pela Praça da Figueira. Ao iniciarem os trabalhos, as máquinas e os operários rapidamente se depararam com os alicerces de um grande edifício: é o grande hospital lisboeta, cuja monumental escadaria já tinha sido vislumbrada, pouco anos antes, numas obras de ampliação de um famoso restaurante, os Irmãos Unidos, em plena praça do Rossio.

Abria-se uma janela para o passado: para aquele momento em que os reis D. João II e D. Manuel I tinham sido forçados a criar o primeiro edifício público de assistência hospitalar a uma cidade em crescimento demográfico explosivo. Nos finais do século XV e inícios do XVI, Lisboa estava ligada aos quatro cantos do mundo através de rotas de expansão oceânica, que trouxeram populações de terras distantes, novas doenças e diferentes formas de as tratar.

Miguel Franco de Andrade
SicNoticias

25 abril 2026

Humor - GATO FEDORENTO - TRADUTOR DE BóFIA

"Tradutor de Bófia"

Efemérides - 25 DE ABRIL DE 1974 : A REVOLUçÃO DOS CRAVOS


A 25 de abril de 1974, ocorre a Revolução dos Cravos, levada a cabo pelo Movimento das Forças Armadas, que põe termo, em Portugal, ao regime ditatorial do Estado Novo.

O Movimento das Forças Armadas (MFA) era constituído, na sua maior parte, por capitães que tinham participado na Guerra colonial, sendo apoiado por oficiais milicianos.

Em Lisboa, as colunas militares dos revoltosos foram recebidas apoteoticamente pela população que lhes ofereceu cravos vermelhos.

A reação do governo vigente foi praticamente nula havendo apenas a lamentar, em Lisboa, quatro civis mortos e quarenta e cinco feridos, atingidos pelas balas da Direção Geral de Segurança, polícia política ao serviço do regime do Estado Novo.

Notabilizaram-se nesta ação as forças capitaneadas por Salgueiro Maia, que ocuparam o Terreiro do Paço e, posteriormente, cercaram o Convento do Carmo onde o presidente do conselho Marcelo Caetano se havia refugiado, com os seus mais diretos colaboradores.

Tendo compreendido que já não governava, Marcelo Caetano solicita a presença do General Spínola a quem se rende.

Estava, assim, aberto o caminho para a introdução de um regime democrático em Portugal.

oLeme