O essencial é invisível aos olhos, já dizia Saint-Exupéry, mas a aparência pode iludir, porque, seja no geral, seja no pormenor, para onde quer que se olhe, a capela combina com a cor da cidade. A fachada azul e branca faz as delícias de todos os que por aqui passam. E são muitos. A todas as horas, a todos os minutos, sucedem-se os que querem ficar com uma recordação para a posteridade.
De telemóvel em riste, há uma Babel de línguas que se avoluma frente à Capela das Almas. Não há portuense que não a conheça, não há turista que não venha ao Porto e queira levar a fotografia da capela mais 'instagramável' do país.
O Porto é um destino turístico por excelência. Está na moda e recebe gente de todo o mundo que, em média, fica dois dias, pouco tempo que é preciso concentrar no essencial.
São exatamente 15.947 azulejos, distribuídos por 360 metros quadrados, que fazem desta uma capela distinta da maior parte. A história contada aos quadradinhos azuis e brancos relata a vida de Santa Catarina de Alexandria e também de São Francisco, bem como tem alusões à Irmandade que a mandou construir, a das Almas e das Chagas de São Francisco, mas desengane-se quem pense que a capela sempre foi assim.
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