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09 setembro 2026

Tesouros de Portugal - A CAPELA DO SENHOR DA PEDRA


A sua historia

A história da Capela do Senhor da Pedra remonta a 1763, quando foi construída sobre um rochedo à beira-mar. Esta data, 17 de junho de 1763, marca a sua fundação.

Acredita-se que as raízes do culto na Capela do Senhor da Pedra possam remontar a antigas práticas pagãs, de caráter naturalista, praticadas pelos povos pré-cristãos, onde divindades eram reverenciadas em meio à natureza. Posteriormente, essa tradição foi incorporada ao Cristianismo.

A romaria ao Senhor da Pedra é uma das mais antigas e tradicionais de Vila Nova de Gaia e da freguesia de Gulpilhares. Anualmente, acontece nas praias do Senhor da Pedra, no domingo da Santíssima Trindade, estendendo-se até a terça-feira seguinte.

A lenda da luz enigmática

De acordo com a lenda, algo extraordinário ocorreu enquanto os habitantes da localidade de Gulpilhares, a freguesia onde o templo está situado, se preparavam para erigir a capela. A narrativa relata que o plano inicial da comunidade era erguer o templo na área conhecida como “arraial”. No entanto, à medida que as primeiras pedras e paredes eram erguidas, uma luz misteriosa começou a se manifestar.

Conforme a lenda, essa luz misteriosa apareceu de maneira tão persistente durante a noite que foi interpretada como um sinal divino para que a Capela do Senhor da Pedra fosse construída exatamente sobre aqueles rochedos. Assim, o plano original foi abandonado em favor da construção da capela no local onde a luz se manifestava.

D. Sebastião - Senhor da Pedra

Uma outra lenda notória relacionada com este local narra que, numa manhã envolta em nevoeiro, D. Sebastião fez com que o seu cavalo cravasse as patas em um dos rochedos, porém, de forma enigmática, ele retornou atrás sem adentrar nas praias portuguesas. Esta narrativa é frequentemente invocada como explicação para as duas marcas arredondadas e paralelas que podem ser avistadas no local.

Azulejos na Fachada da Capela do Senhor da Pedra

A Capela do Senhor da Pedra apresenta uma planta hexagonal e, em seu interior, ostenta um altar-mor e dois retábulos laterais esculpidos em talha dourada, no estilo barroco/rococó. Além disso, a capela abriga diversas estátuas religiosas, sendo a imagem de Cristo crucificado o destaque principal.


AgendaCulturalPorto

07 setembro 2026

Historias de Lisboa - O TEATRO ROMANO NA COLINA DO CASTELO


A meio caminho entre a colina do Castelo de São Jorge, em Lisboa e o rio Tejo existe um monumento gigantesco e de importância excecional do qual poucas pessoas ouviram falar (e menos ainda visitaram).

O teatro romano de Olissipo foi mandado construir, há cerca de 2 mil anos por um império em afirmação e crescimento que, há 2 mil anos, se estendia, a norte, das florestas da Germânia até, a sul, às costas mediterrânicas do norte de áfrica; dos confins do atual Médio Oriente até, precisamente, ao extremo mais ocidental da Europa.

Quem ousasse passar de barco ao largo de Olissipo, no início deste Era, não poderia ter dúvidas de que aquela era terra do Império, ao ver, a meio da colina, o edifício do monumental teatro. Nele, chegaram a caber mais de 4 mil espectadores (hoje o maior teatro de Lisboa terá pouco mais de 1000 lugares), e foi palco para alguns dos mais importantes acontecimentos da cidade: teatrais mas também políticos, religiosos e rituais.

Mas, numa importante lição da História de que a glória é sempre passageira, o gigante da colina de Olissipo desapareceu com as ruínas do Império. Assim permaneceu esquecido, durante séculos, por debaixo das pedras da cidade até que o terramoto de 1755 -- e a reconstrução da cidade – o trouxeram de novo à luz do dia, numa obra de resgate da memória que, apesar de tudo, continua por terminar.

MiguelFrancoDeAndrade
SicNoticias

04 setembro 2026

Historias de fadistas - HERMINIA SILVA : O DIA EM QUE LEVOU UM APALPÃO EM PALCO

Há atrações literalmente fatais e que podem terminar numa grande confusão. Que o digam a fadista Hermínia Silva, o forcado e o estivador... ora venham daí saber porquê.

Anos 60, restaurante "Solar da Hermínia". Tal como o nome indica, esta casa de fados pertencia à saudosa Hermínia Silva (que em relação ao povo deve ter sido mais acarinhada do que a própria Amália), essa grande fadista popular, do cinema, da revista... enfim, se isto fosse medicina ela teria sido uma fabulosa médica de clínica geral. Percebia de tudo.

Numa noite ela ficou sem guitarrista e não conseguia encontrar ninguém que estivesse livre. Como último recurso, lembrou-se de um tipo que era o "Joaquim Alemão", um estivador que tocava só aos fins de semana. Era o género de guitarrista do desenrasque.

A Hermínia tinha por mania ensaiar o reportório com os guitarristas novos na cave e nesse dia cumpriu a tradição. O Joaquim tinha uma adoração secreta por ela e quando a viu já toda meio produzida engoliu em seco e manteve a calma enquanto ensaiava. Para que não restem dúvidas: A Hermínia era um verdadeiro mulherão, muito vistosa.

Com o vestido justinho, parecia uma viola...

No início da noite começaram os fados e ela era a última a cantar. Quando apareceu com um vestido justinho... parecia uma viola, com as curvas todas acentuadas. Pôs-se à frente do "Alemão", virada para o público, pronta para cantar. Ele começou a tocar, enquanto olhava insistentemente para o rabo dela. Ao fim de uns acordes não resistiu, deu-lhe um palmadão no rabo e disse: "Ah fazenda!".

O marido da Hermínia, que era o Guerreiro, forcado em Benavente, não foi de modas: Saltou da mesa e atirou-se ao guitarrista. A noite de fados acabou por ali, com um verdadeiro duelo entre um forcado e um estivador. Escusado será dizer que o Joaquim teve de meter a viola no saco e sair dali mal conseguiu.

"Santo Antonio de Lisboa"

Vital D'Assunção - Expresso

31 agosto 2026

Historias de Lisboa - VIAGEM AO SUBMUNDO DO CAIS DO SODRé

Já lhe chamaram ‘Cata-que-farás’ ou ‘bairro dos Remolares’, mas ultimamente ganhou o nome de ‘Rua cor-de-rosa’, mas no dialeto lisboeta, será sempre o ’Caixodré'.

Sítio triplamente marginal (porque nas margens do rio, da lei e das muralhas da cidade), este cais de Lisboa é casa para infinitas histórias de aquém e de além mar, porque a ele sempre acorreram pessoas dos quatro cantos do mundo.

Os primeiros ecos do lugar surgem de um tempo em que ali ainda havia uma praia do Tejo. E ja nessa altura tinha uma feição boémia. Que o diga Gil Vicente, que nele situou a história da mulher que procurava, em tempos de carestia, pelo melhor vinho da cidade. Era esse o “Pranto de Maria Parda”, aquele que o nome grande do teatro português considerava a maior a maior bêbeda da cidade.

Acabaria por ser outro Vicente, de apelido Sodré, cuja família residia por ali desde há séculos, que viria a dar o nome ao cais mais famoso da cidade.

Por ali travaram-se algumas das maiores lutas ideológicas da cidade, mas também do mundo: das eternas conspirações políticas de britânicos e franceses, às guerras entre liberais e miguelistas. Foi palco de contendas, duelos, recebeu os primeiros hoteis e restaurantes de ‘categoria’, foi cenário para algumas das mais significativas obras da literatura portuguesa, como a famosa cena dramática de Carlos da Maia e Maria Eduarda, nos ‘Maias’ de Eça de Queirós. A noite e a boémia serviram de refúgio de espiões da II Guerra Mundial, criminosos foragidos (até internacionais, como o assassino de Martin Luther King), mas também das classes mais desfavorecidas de Lisboa, das prostitutas, de artistas e opositores à Ditadura. Foi nele que triunfou a liberdade da noite surgida após o 25 de abril.

MiguelFrancoDeAndrade
SicNoticias

24 agosto 2026

Cap-Vert : VILLAGES PERCHéS AU COEUR DE MONTAGNES VERTIGINEUSES


Dans les reliefs abrupts du Cap-Vert, des villages se dressent à la limite du vide. Les maisons de pierre, simples et solides, s'accrochent aux versants comme pour défier le temps. Autour, de petites terrasses cultivées témoignent de la patience des habitants qui, génération après génération, font pousser leurs récoltes dans une terre aride et exigeante. Ici, la vie se déroule au rythme des saisons, entre l'isolement imposé par la montagne et la force de la communauté villageoise. C'est dans cet équilibre fragile que se révèle toute l'authenticité des hauteurs capverdiennes.

Au lever du soleil, les habitants sortent tôt pour rejoindre leurs champs, profitant de la fraîcheur matinale avant que la chaleur n'envahisse la vallée. Les enfants parcourent à pied les sentiers escarpés pour se rendre à l'école, tandis que les anciens restent à l'ombre des arbres, gardiens de la mémoire des lieux. L'eau, rare et précieuse, est partagée avec soin, et chaque récolte est le fruit d'un travail collectif. Ici, loin du bruit du monde, la vie se concentre sur l'essentiel : la famille, la terre et la solidarité.

© GJ

23 agosto 2026

Lisbonne orientale : UNE MERVEILLEUSE DECOUVERTE TOURISTIQUE (4/4)


L'aquarium de Lisbonne

L'aquarium de Lisbonne s'est révélé être vraiment magnifique ! Pourtant on doit avouer que nous ne sommes pas de gros fans de zoo ni d'aquarium (pour des raisons éthiques) mais il faut dire qu'on en a pris plein les yeux.


Accessoirement le plus grand aquarium d'Europe, il y a surtout au beau milieu un immense bassin qui occupe deux étages et qui peut être observé à ses deux niveaux. Des dizaines (centaines?) de poissons y vivent et semblent de plutot bien s'y plaire. Faut dire qu'avec ses 5000 mètres cube d'eau, les poissons lunes, manchots et autre requins ont de quoi se balader.


Quant aux autres espèces, il y a de quoi voir. Mention spéciale aux manchots mais aussi aux loutres qui savent y faire en matière de mignonnerie. Et ca tourne, ça se retourne, et vas-y que je fais des espèces de bisous à l'autre loutre. Bref le parfait spectacle pour faire fondre a peu près tous les gosses et les mamans qui regardent les petites bêtes faire le show (et nous).


Voilà, on y a passé deux heures à s'émerveiller de la nature, à en prendre plein les yeux autour de tous les bassins.

Miles&Love

22 agosto 2026

Lisbonne orientale : UNE MERVEILLEUSE DECOUVERTE TOURISTIQUE (3/4)


En redescendant de notre petite cabine d'ailleurs, le soleil commençait franchement à se montrer alors plutôt que de filer direct s'enfermer dans l'aquarium, on a décidé, en bons parisiens en manque de soleil, qu'on se prendrait bien un petit truc a manger en terrasse, histoire aussi de gouter pour la première fois aux spécialités locales.


Hop quelques tables au bord du Tage, quelques nappes en papier, on s'est installé et on a commencé à essayer de déchiffrer ce qu'on allait manger. Et après avoir mangé nos premiers beignets de morue et haricots verts panés (oui oui on fait paner les haricots verts ici), on a finalement pris le chemin de l'aquarium. Enfin presque...


Oui parce qu’encore une fois, on est tombé sur un endroit vraiment cool, le Jardim da aga, à quelques mêtres de l’Aquarium, un petit jardin plein de sculptures et installations plus sympas les unes que les autres. Ici un instrument qui fait du bruit, là on peut jouer avec l'eau. Le summum étant cette magnifique cascade sous laquelle on est passé pour accéder à l'aquarium.

Miles&Love

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