Duas vizinhas põem a conversa em dia enquanto seguem para as compras do dia a dia
O bairro de Alfama é, de longe, um dos mais conhecidos e visitados de Lisboa. Noutros tempos, as ruas e ruelas deste típico bairro lisboeta estariam cheias de turistas, a vaguear de um lado para o outro, a perderem-se, de câmara fotográfica em punho, a captarem fotos de tudo o que mexesse.
Junto ao comércio tradicional é habitual juntarem-se algumas pessoas para dois dedos de conversa
Hoje, mais tranquilo devido à pandemia, nem assim se deixa de sentir a vida bairrista. De um prédio para o outro ouvem-se conversas soltas, nas esquinas duas vizinhas metem a conversa em dia enquanto descansam os sacos pesados das compras e, claro, nas lojas abertas ouve-se o regatear de clientes com os comerciantes locais.
O comércio local centra-se nas típicas casas de Fado e, claro, nas deliciosas ginjinhas
O termo “alfama” remonta desde o tempo dos mouros e das fontes termais de água quente, chamadas em árabe de “al-hammã”, ou fontes de águas quentes. É daí que deriva o nome Alfama.
Aliás, esta é uma das mais fincadas influências árabes que ainda hoje possuímos desde a invasão moura: as palavras começadas por “al”, como alcântara, aldeia, alface, alfaiate, algema, entre muitas outras.
Um dos bairros mais famosos de Lisboa, o bairro histórico de Alfama, em tempos o lar de grande parte dos pescadores, é ainda hoje em dia habitado por famílias portuguesas (e alguns expatriados) que continuam a habitar a zona com uma tradição secular. O bairro é vizinho da Mouraria, da Graça e de S. Vicente, sendo considerado o berço do Fado. Aqui há muitos restaurantes e tascas. Perca-se nas estreitas ruas labirínticas de Alfama e descubra um dos bairros mais encantadores de Lisboa.