“Ao escavarmos o túnel da futura linha circular do metro, descobrimos um convento cortado ao meio”, conta o arqueólogo Fernando Real.
Nos últimos anos, bem debaixo dos nossos pés, os operários do metro estiveram a revolver o subsolo da capital, para criar uma expansão da rede do metro através de uma linha circular. As obras para as novas estações Estrela e Santos forneceram novos materiais e muita informação sobre o passado, numa zona tão central de Lisboa.
Entre a Estrela e Santos, milhares de peças de cerâmica com defeitos emergiram à superficie quando a tuneladora chegou ao subsolo do atual ISEG, o Instituto Superior de Economia e Gestão. Os investigadores suspeitam trata-se de oficina de um ou mais oleiros que funcionava não muito longe do lugar onde hoje se localiza a Assembleia da República.
MiguelFrancoDeAndrade
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