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20 junho 2022

MUSICA - Ronda dos Quatro Caminhos - Anima mea

"Anima mea"

CULTURA PORTUGUESA - Estilo Manuelino

 património mundial

Mosteiro dos Jerónimos – Uxio

Com os descobrimentos, adquirimos muita riqueza e conhecimento, com diversos artistas estrangeiros a virem trabalhar para o nosso país. Foi desse encontro de culturas que nasceu o estilo manuelino, uma interpretação bastante específica do gótico, em termos de estrutura arquitetónica e decoração.

Este estilo, nascido no reinado de D. Manuel I, tem vários elementos caraterísticos e únicos, como a esfera armilar e a cruz de Cristo, símbolos pessoais do rei e reflexo do poder a que ambicionava. Outros símbolos comuns, patentes em obras como a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, são os ramos, folhagens, cordas torcidas e estranhas formas marinhas. No entanto, este estilo apenas ganhou o seu nome no séc. XIX.

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18 junho 2022

CULTURA PORTUGUESA - Fado

 Fado

Não se sabe qual é a origem geográfica e temporal do fado, mas pensa-se que o fado de Lisboa terá nascido a partir dos cânticos muçulmanos. Outras teorias apontam a sua origem no lundum, música dos escravos brasileiros que terá chegado até nós através dos marinheiros, por volta de 1820. Há também a hipótese de o fado remeter para os trovadores medievais, cujas canções têm caraterísticas que o fado conserva (por exemplo, os temas, como o amor e a crítica social).

Nos centros urbanos de Lisboa e Porto, encontra o fenómeno do fado nas zonas mais antigas da cidade, sendo este cantado em casas típicos, onde estão bem presentes a guitarra portuguesa e o xaile negro. Fado deriva do latim fatum, que significa destino, o que é um nome bastante adequado para este estilo musical.

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17 junho 2022

CULTURA PORTUGUESA - Literatura

 Biblioteca Joanina

Biblioteca Joanina – Alfredo Mateus

Somos conhecidos como um país de poetas, cuja tradição teve início ao mesmo tempo que a nação, graças à poesia trovadoresca. Subimos um patamar cimeiro da epopeia com os Lusíadas, de Luís de Camões, que narra os feitos dos portugueses a propósito dos descobrimentos.

E, já no séc. XX, adquiriu contornos mais universalistas, com a obra do mais traduzido poeta português, Fernando Pessoa. É claro que o nosso trabalho em termos de prosa também não é de desprezar, como o pode provar aliás o facto de ter sido a prosa de José Saramago a conquistar um Prémio Nobel em 1998.

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16 junho 2022

HEROIS LUSOS - Infante D. Henrique

 Infante D. Henrique


Infante D. Henrique nasceu numa quarta-feira de cinzas, dia então considerado pouco propício ao nascimento de uma criança. Era o quinto filho de João I de Portugal, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre.

Foi baptizado alguns dias depois do seu nascimento, tendo sido o seu padrinho o bispo de Viseu. Os seus pais deram-lhe o nome Henrique possivelmente em honra do seu tio materno, o duque Henrique de Lencastre (futuro Henrique IV de Inglaterra).

Pouco se sabe sobre a vida do infante até aos seus catorze anos. Tanto ele como os seus irmãos (a chamada Ínclita geração) tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis.

Em 1414, convenceu seu pai a montar a campanha para a conquista de Ceuta, na costa norte-africana junto ao estreito de Gibraltar. A cidade foi conquistada em Agosto de 1415, assegurando ao reino de Portugal o controlo das rotas marítimas de comércio entre o Atlântico e o Levante. Na ocasião foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Senhor da Covilhã e duque de Viseu.

A 18 de Fevereiro de 1416, foi encarregado do governo de Ceuta. Cabia-lhe organizar, no reino, a manutenção daquela praça-forte em Marrocos.

Em 1418, regressou a Ceuta na companhia de D. João, seu irmão mais novo. Os infantes comandavam uma expedição de socorro à cidade, que sofreu nesse ano o primeiro grande cerco, imposto conjuntamente pelas forças dos réis de Fez e de Granada. O cerco foi levantado, e D. Henrique tentou de imediato atacar Gibraltar, mas o mau tempo impediu-o de desembarcar: manifestava-se assim uma vez mais a temeridade e fervor anti-muçulmano do Infante.

Ao regressar a Ceuta recebeu ordens de seu pai para não prosseguir tal empreendimento, pelo que retornou para o reino nos primeiros meses de 1419. Aprestou por esta época uma armada de corso, que actuava no estreito de Gibraltar a partir de Ceuta. Dispunha assim de mais uma fonte de rendimentos e, desse modo, muitos dos seus homens habituaram-se à vida no mar. Mais tarde, alguns deles seriam utilizados nas viagens dos Descobrimentos.

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15 junho 2022

CULTURA PORTUGUESA - Azulejos

Museu Nacional do Azulejo

Museu Nacional do Azulejo

O desenvolvimento do azulejo foi estimulado em finais do séc. XV, inícios do séc. XVI, quando a arte portuguesa se viu influenciada pela decoração ornamental muçulmana. Encomendava-se então azulejos às cerâmicas mouriscas de Sevilha, que eram usados nas mais diversas superfícies.

Na segunda metade do século XVI, chegaram ao nosso país azulejos vindos também de oficinas flamengas, para além das oficinas espanholas, e por influência destes centros, aprendemos o método de fabrico e pintura de faianças.

Do Oriente, foi chegando o sentido de brilho, a exuberância e os motivos ornamentais, e da China veio o azul da porcelana, que veio tirar aos azulejos o seu caráter repetitivo e os encheu de dinamismo e movimento. Com o tempo, fomos refinando esta arte, que é hoje um dos nossos símbolos nacionais.

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