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15 agosto 2024

VISITANDO AVEIRO - As salinas


As salinas são um local obrigatório durante a sua visita de Aveiro e também fazem parte da sua história. Poderá visitá-las sozinho ou fazendo uma visita guiada. A visita dura cerca de 45 minutos. Ficará a conhecer tudo sobre as salinas, a sua importância na história e economia da cidade, sobre a colheita do sal, a fauna e a flora.

As salinas estão situadas a oeste da cidade, a poucos minutos do centro histórico. Pode deslocar-se a pé até lá e comprar a flor de sal a um preço mais em conta.

Aproveite a sua visita às salinas para descobrir o eco-museu Marinha da Troncalhada, situado na margem do canal central.


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HUMOR - Um abuso

Para testar a honestidade de um empregado, o patrão manda pagar 500€ a mais no seu salário.

O mês passa e o empregado não diz nada. No mês seguinte, o patrão faz o inverso e manda retirar 500€.

Nesse mesmo dia, o empregado, furioso, chega junto do patrão e reclama:
- Houve um engano: tiraram-me 500€ do meu salário!
- Tem razão! É curioso: no mês passado também nos enganámos e colocamos 500€ a mais… e você não disse nada!

Resposta do empregado:
- Pois é, mas um erro eu ainda tolero, agora dois acho um abuso!!!

Oleme

14 agosto 2024

EFEMERIDES - Aconteceu a 14 de agosto de 1385 (Batalha de Aljubarrota)

No final da tarde de 14 de agosto de 1385, ocorre a Batalha de Aljubarrota que constitui um momento de viragem na crise que assolava Portugal desde 1383, motivada pelo facto de D. Juan I de Castela considerar que tinha direito a assumir o trono português.

O DESENROLAR DA BATALHA

Várias versões descrevendo o desenrolar desta batalha chegaram aos nossos dias, algumas um pouco fantasiosas; mas, num aspeto, estão todas em concordância: o número de castelhanos e franceses envolvidos era muito superior ao dos portugueses e seus aliados ingleses.

Reunindo todas as versões e expurgando-as de alguns aspetos mais contraditórios, tentaremos descrever como esta contenda se teria efetivamente processado.

D. Nuno Álvares Pereira, condestável do Reino, já havia conquistado algumas praças que, até aí, se haviam colocado ao lado do rei de Castela.

Nos últimos dias de julho, reorganiza, em Abrantes, o exército português, reunindo forças oriundas de diversas zonas do país, incluindo nelas o Mestre de Avis.

Algumas divergências surgem sobre a melhor tática militar a ser usada para enfrentar o exército inimigo.

Perante este impasse, D. Nuno Álvares Pereira decide passar à ação: segue com as suas forças em direção a Tomar, avançando, de seguida, por Atouguia (no concelho de Ourém), chegando, a 12 de agosto de 1385, a Porto de Mós, junto da estrada que liga Leiria a Alcobaça, por onde já caminhavam as forças castelhanas.

No dia seguinte, o Condestável procura um local onde pudesse intercetar o exército castelhano, tendo optado por um terreno planáltico, a sul da ribeira de Calvaria. Este possuía acessos difíceis, limitando a frente de ataque do inimigo e possibilitando o contra-ataque dos portugueses pelos flancos, sob a proteção de dois ribeiros ali localizados.

Do lado de Castela, a cavalaria pesada seria, de acordo, com algumas fontes, constituída por cerca de 5000 lanças e a cavaria ligeira por 2000 ginetes. Teriam, ainda, ao seu dispor, 8000 besteiros e l5 000 peões; do lado português existiriam apenas cerca de 1700 lanças, 800 besteiros, 300 archeiros ingleses e 4000 peões.

A posição estratégica dos portugueses não passa despercebida aos castelhanos, que, apesar de estarem em maior número, tentam evitar o confronto, seguindo por um caminho secundário em direção a Calvaria. O exército português passa a deslocar-se paralelamente aos castelhanos, acabando as duas forças por ficar a 350 metros de distância uma da outra.

Com rapidez, os portugueses cavam no terreno fossos e covas de lobo, sendo estas últimas constituídas por um buraco cónico invertido, com cerca de dois metros de profundidade, no fundo do qual é cravada uma estaca pontiaguda, apresentando-se à superfície dissimulada com terra e arbustos rasteiros.

O exército português dispõe-se numa espécie de quadrado, constituindo a sua vanguarda e as alas um corpo único. À frente desta estrutura, 600 lanceiros, comandados pelo Condestável, constituem a primeira força de impacto; na retaguarda, sob o comando de D. João I, posicionam-se besteiros, 700 lanças e 2000 peões. As alas do quadrado eram constituídas por outros efetivos, nomeadamente por combatentes ainda muito jovens. Estes últimos ficaram celebrizados na História de Portugal como Ala dos Namorados.

A vanguarda castelhana hesita em enfrentar os portugueses, não obstante o seu poderio ocupar toda a largura do planalto, sendo constituída, segundo algumas descrições, por 50 bombardas e 1500 lanças posicionadas em quatro filas; para além de um elevado número de lanceiros, besteiros, peões, ginetes e cavaleiros franceses.

Ao fim do dia, a vanguarda castelhana decide-se a iniciar o combate.

A configuração do terreno entre as duas forças, conjugado com as armadilhas ali colocadas pelos portugueses, obrigam as forças castelhanas a afunilar a sua frente de combate, passando-a para uns meros 60 a 70 metros. As sucessivas investidas dos castelhanos vão conseguindo, aos poucos, entrar no interior do quadro pelo lado frontal, mas, no seu interior, são imediatamente atacados de flanco e dizimados pelos portugueses.

Durante uma hora, o processo continua, até já restar poucos castelhanos na frente de combate.

O que resta da força castelhana foge, em pânico, incluindo o rei de Castela, que se refugia em Santarém, daí partindo para Sevilha.

Esta excelente estratégia militar, que ficaria conhecida na História Universal por Tática do Quadrado, serviria de modelo a muitos outros combates realizados no futuro.

Neste período da História de Portugal surge a lendária figura de Brites de Almeida, mais conhecida como a Padeira de Aljubarrota, que, com a sua pá, teria morto sete castelhanos que encontrara escondidos no seu forno.

FIM DO DOMÍNIO CASTELHANO SOBRE PORTUGAL

Esta batalha põe fim à crise de 1383-85, consolidando D. João I, mestre de Avis, como rei de Portugal.

A Aliança Anglo-Portuguesa estabelecida entre os dois países em 1373 saiu reforçada após esta batalha, conduzindo, em 1386, à sua renovação através do Tratado de Windsor e ao casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre.

Fonte: Chronica del Rey D. Ioam I de Boa Memoria e dos reys de Portugal o decimo, Fernão Lopes (1380-1460)

Oleme

13 agosto 2024

VISITANDO AVEIRO - Praça 14 de julho


A Praça 14 de julho, é composta por inúmeros bares e restaurantes. Está a um passo dos canais e da Praça General Humberto Delgado. Esta bela praça é dominada pela elegante igreja Matriz.

Esta igreja branca com os seus dois magníficos painéis de azulejos azuis na fachada merece a sua visita. Se o exterior é bonito e típico das igrejas portuguesas, o interior é ainda mais admirável.

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12 agosto 2024

EFEMERIDES - Aconteceu a 12 de agosto de 1907 (Miguel Torga)

A 12 de agosto de 1907, nasce, em São Martinho de Anta, o escritor Miguel Torga, nome literário do médico Adolfo Correia da Rocha.

Entre os seus textos mais conhecidos estão Os Bichos (1940), Odes (1946) e os 16 volumes do seu Diário, abrangendo o período entre 1941 e 1993.

Escreve, em 11 de Dez de 1934, o poema «Prece»:

Senhor,
deito-me na cama
Coberto de sofrimento;
E a todo o comprimento
Sou sete palmos de lama:
Sete palmos de excremento
Da terra-mãe que me chama.

Senhor, ergo-me do fim
Desta minha condição
Onde era sim, digo não
Onde era não digo sim;
Mas não calo a voz do chão
Que grita dentro de mim.

Senhor, acaba comigo
Antes do dia marcado;
Um golpe bem acertado,
O tiro de um inimigo.....
Qualquer pretexto tirado
Dos sarcasmos que te digo.

Oleme

11 agosto 2024

VISITANDO AVEIRO - Rua Tenente Rezende


A Rua Tenente Rezende é uma pequena rua pedonal no centro histórico. Fica perto do canal e encontra-se a este do Largo da Praça do Peixe. Aí encontrará bares, restaurantes e lojas.

Ao passear ao longo desta rua, terá a oportunidade de contemplar no número 30 uma bela fachada de Arte Nova de 1909. O edifício era na altura uma serralharia e é atualmente o restaurante Pensão Ferro.


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10 agosto 2024

MUSICA BRASIL - Roberto Carlos - pt. Nilton Nascimento - Coração de estudante

"Coração de estudante"

VISITANDO AVEIRO - Largo da Praça do Peixe


No bairro da Beira Mar, o Largo da Praça do Peixe é um local muito animado e popular. Esta bela esplanada encontra-se perto dos pontos turísticos do centro histórico de Aveiro.

Inicialmente, era neste local que o sal e o peixe fresco eram vendidos. Um canal corre até ao início da praça, rodeado pelo Cais dos Mercanteis e pelo Cais dos Botirões. No centro da praça encontra-se um grande edifício com uma estrutura metálica que foi, até 2022, o mercado de peixe da cidade (foi transferido para o Mercado Manuel Firmino, perto do Fórum de Aveiro).

Agora o Largo da Praça do Peixe é ocupada por bares e restaurantes, alguns com esplanadas à volta do chafariz (1876).

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