11 maio 2024

RUAS PITORESCAS DE LISBOA - Rua dos Remédios

 

Indo a caminho da Foz do Tejo, eis que surge a Rua dos Remédios, assim designada desde 1859, em substituição do seu anterior nome (Rua das Portas da Cruz).

A designação é simples e deve-se à edificação de uma ermida de Nossa Senhora dos Remédios, na primeira metade do século XVI.

Pouco atingida pelo terramoto de 1755, conservam-se exemplares de portais manuelinos na Capela dos Remédios ou perto da Calçadinha de Santo Estêvão, assim como painéis de azulejos nas fachadas, com data anterior à do terramoto.

É uma ótima rua para passear, onde há muito espaço de circulação para peões e muitas casas de fado para os amantes desta música e, claro, de bons petiscos.

Ncultura

MUSICA BRASIL - Roberto Carlos - Amor perfeito

"Amor perfeito"

EFEMERIDES - Aconteceu a 11 de maio de 1937

A 11 de maio de 1937, morre, em Paris, Afonso Costa, advogado, professor universitário e proeminente político.

Afonso Costa havia nascido em Seia, a 6 de março de 1871.

Ingressa no Liceu da Guarda em 1883 e, a partir de 1886, frequenta o Colégio de Nossa Senhora da Glória, no Porto.

Em 1888, matricula-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra, tendo concluído com distinção a sua formatura em 1894 e adquirido o grau de licenciado e de doutorado no ano seguinte.

Em 1896, é nomeado docente da Universidade de Coimbra e, em 1900, lente.

Republicano assumido, notabiliza-se, em 1897, no protesto contra o plano do governo progressista de alienar as linhas-férreas do Estado.

Orador exímio, rapidamente se revela um dos mais distintos vultos do Partido Republicano Português.

Durante a monarquia constitucional, desempenha, por quatro vezes (1899, 1906-1907, 1908 e 1910) as funções de deputado republicano.

Com a implantação da República a 5 de Outubro de 1910, Afonso Costa é chamado a desempenhar altas funcões governativas.
Estudo sobre a sua vida parlamentar

No resumo da obra do professor e investigador Paulo Guinote Afonso Costa - O Orador Parlamentar apresentada a 20 de novembro de 2014 na Biblioteca da Assembleia da República pode ler-se:

«Afonso Costa é um dos políticos mais carismáticos e polémicos do século XX em Portugal e, por certo, um dos que mais paixões e ódios despertou de forma duradoura nas primeiras décadas de novecentos.

Antes de Salazar polarizar a vida política nacional, para além da efemeridade de um João Franco ou um Sidónio Pais, ultrapassando os seus principais adversários republicanos como António José de Almeida, Brito Camacho ou mesmo Machado Santos ou João Chagas, Afonso Costa foi a figura nuclear da política nacional, confundindo-se o seu destino com o do próprio regime e a sua acção com a política republicana no seu todo, pelo menos até finais de 1917. Se o seu contributo no combate contra a monarquia foi partilhado com outros protagonistas que muitas vezes o suplantaram perante a opinião pública, a partir de finais de 1910, com a sua entrada para o Governo Provisório com a pasta da Justiça, e apesar dos seus periódicos problemas de saúde, Afonso Costa tornou-se rapidamente sinónimo da República, atraindo as mais diversas críticas, desde os que o consideravam digno de desconfiança por ter contemporizado com diversos políticos monárquicos aos que o achavam um jacobino radical e intolerante.»

Oleme

10 maio 2024

PONTE 25 DE ABRIL - LISBOA - A ida para o trabalho numa cidade que não para

 

MUSICA - Liliana Martins - Toma conta de mim

"Toma conta de mim"

MUSICA BRASIL - Roberto Carlos - Amor antigo

 

"Amor antigo"

EFEMERIDES - Aconteceu a 10 de maio de 1984


A 10 de maio de 1984, ocorre o falecimento do ciclista português Joaquim Agostinho, após dez dias em coma na consequência de uma queda sofrida a 30 de maio na 5.ª etapa da X Volta ao Algarve.

A queda deveu-se a um cão que se atravessou no seu caminho, provocando-lhe uma fratura craniana. Encontrava-se, nesse momento, apenas a 300 metros da meta de Quarteira.

Apesar da queda, subiu de novo para a bicicleta e terminou a etapa mas as dores eram tais que teve se ser levado de ambulância num percurso de 300 quilómetros até Lisboa, numa altura em que as estradas portuguesas eram muito deficitárias e tortuosas.

Se fosse hoje, tudo teria sido diferente: os ciclistas são obrigados a usar capacete e as corridas são acompanhadas de helicópteros e equipas médicas para ocorrer, de imediato, a qualquer acidente.

Joaquim Agostinha havia nascido a 7 de abril de 1923, em Brejenjas, freguesia de Silveira, concelho de Torres Vedras.

É considerado um dos melhores ciclistas dos anos 70 do século passado.

Brilhou na "Volta a Portugal", no "Tour de France" e na "Vuelta" à Espanha.
Principais Palmarés:

Volta a Portugal
• Venceu em 1970, 1971 e 1972
Campeonato de Portugal de Ciclismo em Estrada
• Venceu em 1968, 1969, 1970, 1971, 1972 e 1973
Tour de France:
• 1969: 8.º lugar, ganhou as etapass 5 and 14
• 1970: 14.º lugar
• 1971: 5.º lugar
• 1972: 8.º lugar
• 1973: 8.º lugar, ganhou a etapa 16B
• 1974: 6.º lugar
• 1975: 15.º lugar
• 1977: 13.º lugar
• 1978: 3.º lugar
• 1979: 3.º lugar, ganhou a etapa 17
• 1980: 5.º lugar
• 1981: não terminou
• 1983: 11.º lugar
Vuelta a España
• 1974: 2.º lugar

Oleme