24 maio 2024

EFEMERIDES - Aconteceu a 24 de maio de 1898


A 24 de maio de 1898, nasce, em Ossela, Oliveira de Azeméis, o escritor português José Maria Ferreira de Castro.

Oriundo de uma família de camponeses pobres, fica órfão de pai aos 8 anos.

Com apenas 12 anos, embarca, em 1911, no vapor Jerôme com destino a Belém do Pará, no Brasil, a fim de ali trabalhar para enviar dinheiro para o sustento da mãe e dos seus irmãos mais novos.

Vive quatro anos no seringal Paraíso, na Floresta da Amazónia, junto à margem do rio Madeira. Quando resolve abandonar este local, passa por muitas dificuldades, tendo de aceitar tarefas humildes para sobreviver. O seu primeiro romance, Criminoso por ambição, publicado em 1916, foi escrito nessa época.

Quando mais tarde regressa a Portugal, arranja um emprego como redator do jornal O Século, ascendendo, posteriormente, a diretor do jornal O Diabo. Foi colaborador das revistas O Domingo Ilustrado, Renovação e Ilustração.

Em 1928, publica Emigrantes e, dois anos mais tarde, A Selva, livro que recebe elogiosas críticas por parte do jornal The New York Times.

O falecimento da esposa cria-lhe um desgosto tão profundo que chega a tentar o suicídio. Parte para a Madeira, a fim de mudar de ambiente. Aí escreve, em 1933, o romance Eternidade, cujo tema é a obsessão pela morte.

Foi proposto, em 1951, para a atribuição do Nobel da Literatura.

Em 1967, doa a casa de Ossela onde havia nascido à autarquia de Oliveira de Azeméis, para ali ser instalada a Casa-Museu Ferreira de Castro.

A Biblioteca de Ossela foi construída em 1970, sob a orientação do próprio escritor Ferreira de Castro.



Morre, no Porto, a 29 de junho de 1974.

Sintra, local onde, a seu pedido, foi sepultado, possui uma casa-museu a ele dedicada.

Em Manaus, capital do Estado do Amazonas, foi inaugurada na praça Heliodoro Balbi (da Polícia), no dia 6 de setembro de 1986, pelo então governador Gilberto Mestrinho, um monumento dedicado a Ferreira de Castro, que tão bem soube imortalizar na sua obra A Selva esta região brasileira.

Oleme

23 maio 2024

MUSICA BRASIL - Roberto Carlos - As baleias

"As baleias"

EFEMERIDES - Aconteceu a 23 de maio de 1536

Quando D. Manuel I casou com Maria de Aragão, filha dos Reis Católicos de Espanha, prometeu que haveria de introduzir a Inquisição em Portugal.

A sua instalação apenas se concretizaria a 23 de maio de 1536, no reinado de D. João III, por bula do papa Paulo III.

A Inquisição tinha por função fazer cumprir todos os dogmas da Fé da Igreja Católica por parte da população.

Todos os que se opunham a este cumprimento ou eram acusados de tal estavam sujeitos a tortura e a serem queimados vivos em Autos de Fé na praça pública.

Os Judeus foram dos que mais sofreram mas até mulheres loucas eram consideradas possuídas pelo demónio e executadas.

Todos os livros considerados atentórios da moral que criticassem a Igreja Católica ou que incluíssem ensinamentos científicos que pusessem em causa os seus princípios dogmáticos eram incluídos numa lista (Index) que proibia a sua posse. Milhares de livros foram retirados de casas particulares e bibliotecas para serem queimados.

A Inquisição Portuguesa cobria todos os territórios do seu vasto império.

Em Portugal Continental, de acordo com o professor de história Henry Charles Lea (1825 –1909), entre 1540 e 1794, os tribunais de Lisboa, Porto, Coimbra e Évora queimaram 1.175 pessoas vivas, assim como a efígie de outras 633 e impuseram castigos a 29.590 seres humanos.

A este número há que acrescentar muitas mais vítimas nos territórios ultramarinos, principalmente no Brasil.

A Inquisição foi sendo extinta gradualmente ao longo do século XVIII. A sua extinção formal só acabaria em 1821. Porém, alguns estudiosos consideram que a Congregação para a Doutrina da Fé, fundada posteriormente, retomou, na sua essência, os conceitos subjacentes à Inquisição.

Oleme

22 maio 2024

MUSICA BRASIL - Roberto Carlos - Arrasta uma cadeira

"Arrasta uma cadeira"

EFEMERIDES - Aconteceu a 22 de maio de 1911


Havendo a necessidade de criar uma nova moeda após a implantação da República, optou-se por designá-la escudo, atendendo a que, nos reinados de D. Duarte, D. Afonso V, D. João V, D. José, D. Maria I e D. João VI já tinham existido moedas com este nome.

Assim, através de decreto-lei de 22 de maio de 1911, publicado no Diário da República n.º 122, de 26 de maio de 1911, o escudo passa a ser a moeda oficial de Portugal.

Nos termos do parágrafo 5.º, o escudo fica dividido em cem partes iguais, denominadas centavos, equivalendo cada escudo a 1000 reis da moeda até aí vigente.

Enquanto o escudo vigorou oficialmente em Portugal era frequente a utilização das palavras conto para designar mil escudos e tostão para designar dez centavos.

Oleme

21 maio 2024

MUSICA BRASIL - Roberto Carlos - Ar de moço bom

"Ar de moço bom"

EFEMERIDES - Aconteceu a 21 de maio de 1998

Às 18 horas e 18 minutos do dia 21 de maio de 1998, o então Presidente da República Jorge Sampaio inaugura oficialmente, na presença de 3000 convidados, a Exposição Mundial de Lisboa - Expo 98, subordinada ao tema "Os oceanos: um património para o futuro"

A abertura ao público realizar-se-ia no dia seguinte, 22 de maio, a partir das 9 horas da manhã.

Esta exposição, integrada na comemoração dos 500 anos dos Descobrimentos Portugueses, acolheu, durante 132 dias, cerca de 11 milhões de visitantes.

Com a participação de 143 países e 14 organizações internacionais, constitui um momento inolvidável da vida da cidade de Lisboa, tendo recebido inúmeras infraestruturas ferro-rodoviárias para acolher condignamente milhões de visitantes oriundos de todo o Mundo.

A degradada zona oriental da cidade sofreu, para o efeito, uma completa remodelação para receber este evento.

Havia um livre-trânsito que custava 50 contos (o equivalente a 250 euros), bilhetes de um dia a 5 mil escudos (cerca de 25 euros), três dias a 12 500 escudos (cerca de 62 euros) e apenas para a noite, após o fecho dos pavilhões, a 2 500 escudos (cerca de 12,50 euros) .

Durante os quatro meses em que esteve aberta, milhares de atividades culturais levaram mais de 11 milhões de pessoas ao recinto da Expo’98.

A 30 de setembro de 1998, dia do encerramento da Expo’98, uma quarta-feira, ocorreu a maior enchente: portugueses oriundos da área da Grande Lisboa, depois de saírem dos empregos, ocorreram ao recinto para se despedir deste evento. A afluência às várias entradas do recinto foi de tal ordem que os torniquetes não conseguiram dar vasão a tão elevado número de pessoas, deixando, a partir de determinada hora, de controlar os acessos, numa altura em que já se contabilizavam 215 000 visitantes noturnos que se haviam juntado aos que, desde a manhã, aqui permaneciam.

Durante o espetacular fogo-de-artifício de encerramento, ouviram-se constantes “Viva Portugal” .

Até de madrugada, os empregados dos inúmeros bares do recinto não tiveram mãos a medir. A zona descoberta por detrás do Oceanário, onde num pequeno palco se cantava o Fado, já não comportava mais gente. Algumas fadistas lamentaram que à “canção nacional” tivesse sido atribuído um espaço tão insignificante comparativamente a outras expressões artísticas.

À saída do recinto, já a altas horas da madrugada, a estação de metro do Oriente recebeu a maior enchente de que há memória, obrigando os funcionários a controlar o fluxo de passageiros.

E assim terminava a maior exposição alguma vez realizada em Portugal.

Esta exposição criou infraestruturas reutilizáveis: a entrada principal da exposição reabriria mais tarde como centro comercial Vasco da Gama, os pavilhões que receberam muitos dos países convidados foram transformados na nova Feira Internacional de Lisboa, o Pavilhão do Conhecimento transformou-se no Centro Ciência Viva, o da Utopia é atualmente o Altice Arena e o Pavilhão do Futuro acolheu o Casino Lisboa. O Oceanário continua aberto, constituindo uma enorme atração para portugueses e estrangeiros.

Centenas de edifícios de escritórios e habitação foram entretanto construídos neste local, transformando o antigo recinto e a zona envolvente num dos mais atraentes (e caros!) bairros de Lisboa.

A partir de 16 de outubro de 1998, o recinto onde decorreu a exposição foi reaberto como zona de lazer, passando a denominar-se Parque das Nações.


Oleme