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11 março 2021

LISBOA ANTIGA - Bairro Azul

Uma imagem que destaca o Bairro Azul, edificado na década de 30. Pode ver-se também, do lado direito, a Embaixada de Espanha, localizada na Praça de Espanha. À esquerda, pode ver-se o Parque de Santa Gertrudes, que albergava o velódromo e no hipódromo de Palhavã e que daria origem aos Jardins da Gulbenkian.

Foto: Mário de Oliveira [195-] | Arquivo Municipal de Lisboa

TEXTOS - Misteriosa existência


Gosto muito dedicar uma parte do tempo, de que ja so me resta uma infima parte, - a não ser, como me segredou o Criador, que sou de facto imortal. Neste parâmetro sou a questionar-me permanentemente se serei feliz neste privilégio concedido pelo Arquiteto do Universo...

Por vezes duvido ; numa vida de 70 anos ja custa muito ter sofrido a perda de todos os seres que amavamos. Sem eles a vida foi impercetivelmente transformando-se sem que so nos tenhamos apercebido... (Apetecia-me agora falar do adeus eterno das pessoas amadas mas fa-lo-ei noutra publicação) A vida conhecida do nosso minusculo e atrofiado cerebro não nos permite ainda compreender que a imortalidade vai muito além do que julgamos...

Esse mesmo cérebro que ainda não « compreende » a falta de percepção ; coitado, não tem culpa... Ouvi agora mesmo o seu protesto indignado : E tu estas a escrever com que cérebro ? Mais evoluido ou sem menos atrofia ? Nada disso, estou apenas a alinhar palavras sugeridas pela consciência imperfeita.

Amigo, agora diga là se vale a pena viver neste mundo com algumas alegrias cheias de tristeza...Ser eterno... a vida material concebida, inculcada por seres egoistas, mentirosos, hipocritas é favor ou desigualdade ?

E se ambas coexistissem...

10-03-2021
JoanMira

09 março 2021

TEXTO - Aniversario e tormento

 

Hoje vou contar-vos a historia que ha muito tempo quase tinha esquecido... Era uma vez uma menina que conheci com 16 anos ; na altura, tinha eu 22 anos e uma namorada que não gostava de mim ; levava eu uma vida de bohémia entre bares, discotecas, noites frias, quentes mas sempre humidas e sempre à tabela, sob estrelas, para que os malteses (desta feita franceses), imensamente racistas porque cretinos, me não fizessem a folha quando soubessem que não era francês.

Jogava rugby em equipas francesas, falava francês sem sotaque e os parvonias não se apercebiam de nada ; o problema começou quando fui contratado pelo Desportivo Português para praticar... futebol ! Não mais me perdoaram e eu, nas tintas que estava, mandei-os definitivamente para aquele sitio do alto do mastro das nossas caravelas : o « caralho » ! Não é palavrão não ; aquele sitio, no alto do mastro principal, servia aos vigias para observarem o horizonte.

Entretanto, tinha conseguido um job em janeiro de 1971 – no consulado honorario de Portugal em Dax – cujo cônsul era igualmente agente geral da firma portuguesa « Tabopan » de Amarante o que me permitiu trabalhar em Paris em 1971 e 1973.

Excusado serà dizer que o provinciano abstrato, filho de operarios que viviam sem grandes recursos, se sentiu naquela cidade à grande e à francesa...

Aproveitei Paris e à noite, no hotel, comecei o namoro épistolar com aquela menina linda que me seduziu instantaneamente. Casamos pouco tempo depois ; vivemos, no inicio, sem grandes meios materiais mas eramos muito felizes e tivemos quatro filhos adorados.

Como com todos os casais houve momentos menos felizes mas conseguimos estar 45 anos juntos até que a doença a levou. 

Sei quanto me amavas, sei que por vezes – muito raramente - não te mereci.

Julia, hoje dia do meu aniversario, - como sabes fis 70 anos - e felizmente muitos amigos mostraram por ti e por mim o nosso reencontro nos confins do Universo para poder repetir que te amo e que sinto a tua ausência cada vez mais.

Até breve Bébé.

09-03-2021
JoanMira

LISBOA ANTIGA - Hospital de Santa Maria

 

Foto: Armando Maia Serôdio [1966] | Arquivo Municipal de Lisboa

Construído em 1953, o Hospital de Santa Maria foi considerado uma das maiores edificações do Estado Português até então. De destacar a envolvente do hospital, praticamente deserta. A inauguração oficial foi a 27 de Abril de 1953.

CIÊNCIA NAUTICA PORTUGUESA - Técnicas de navegação



Além da exploração do litoral foram feitas também viagens para o mar largo em busca de informações meteorológicas e oceanográficas (foi nestes trajectos que se descobriram os arquipélagos da Madeira e dos Açores, o Mar dos Sargaços). O conhecimento do regime de ventos e correntes do Atlântico e a determinação da latitude por observações astronómicas a bordo, permitiu a descoberta da melhor rota oceânica de regresso de África: cruzando o Atlântico Central até à latitude dos Açores, aproveitando os ventos e correntes permanentes favoráveis, que giram no sentido dos ponteiros do relógio no hemisfério norte devido à circulação atmosférica e ao efeito de Coriolis, facilitando o rumo directo para Lisboa e possibilitando assim que os portugueses se aventurassem cada vez para mais longe da costa, manobra que ficou conhecida como "volta da Mina", ou "Volta do mar".

07 março 2021

CIÊNCIA NAUTICA PORTUGUESA - Navegação astronómica

O século XIII era já conhecida a navegação astronómica através da posição solar. Para a navegação astronómica os portugueses, como outros europeus, recorriam a instrumentos de navegação árabes, como o astrolábio e o quadrante, que aligeiraram e simplificaram. Inventaram outros, como a balestilha, para obter no mar a altura do sol e outros astros, como o Cruzeiro do Sul descoberto após a chegada ao hemisfério Sul por João de Santarém e Pêro Escobar em 1471, que iniciaram a navegação guiada por esta constelação. Mas os resultados variavam conforme longo do ano, o que obrigava a correcções. Para isso os portugueses utilizaram tabelas de inclinação do Sol, as Tábuas astronómicas, preciosos instrumentos de navegação em alto-mar, que conheceram uma notável difusão no século XV. Quando se introduziram na náutica as observações astronómicas que a revolucionaram, em particular a observação de altura meridiana do Sol para com o conhecimento da declinação solar, se poder calcular a latitude do lugar, recorreu-se às tábuas Almanach Perpetuum, do astrónomo Abraão Zacuto, publicadas em Leiria em 1496, que foram utilizadas, juntamente com o seu astrolábio melhorado, por Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral.

LISBOA ANTIGA - Bairro do Arco do Cego, Praça de Londres, Avenida de Roma e Alvalade

Foto: Alberto Abreu Nunes [c. 1953] | Arquivo Municipal de Lisboa

Uma fotografia panorâmica que abrande uma área ampla da cidade, do Arco do Cego a Alvalade.